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Não há por que poupar os mais jovens da crueza do mundo contemporâneo. Mas, com Ariano, é salutar reagir pelo riso - que, por si, impede o enrijecimento do medo. A singularidade cheia de fantasia das situações, dos casos, encoraja a invenção de um futuro outro: a insubordinação com o real. Não terá sido isso o que manteve a juventude em Ariano ao longo da vida? A paleta de cores surpreende e agrada, como as cores da vida. A beleza: o oposto do desencanto - que esse, não, não cabe à juventude. Os danos do desencanto, quando se é muito jovem, podem ser irreparáveis. Por isso é preciso inventividade para poder prosseguir; é preciso literatura. É de se crer que a juventude do mundo já esteja nesses livros para a juventude. Lourival Holanda
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